Cinco empresas arrematam R$ 24,9 milhões em índices construtivos em Porto Alegre


Prefeitura vendeu 7,5 mil metros quadrados de índices construtivos para cinco empresas
ALEX ROCHA/PMPA/DIVULGAÇÃO/JC


A prefeitura de Porto Alegre arrecadou R$ 24,9 milhões com a venda de 7,5 mil metros quadrados de índices construtivos para cinco empresas, em leilão realizado na manhã desta terça-feira, dia 15. São elas: Kopstein, Plaenge, Melnick, Dallasanta e Belmondo. Todos os arremates foram feitos pelo preço mínimo para cada lote.
Índice construtivo é uma espécie de terreno virtual - o lote - e dá ao empreendedor autorização para construir a mais do que é permitido originalmente em um terreno a partir de pagamento pelos metros quadrados extras. A venda desses terrenos virtuais indica que regiões da cidade receberão empreendimentos de maior porte.
Dois lotes de 500 m² foram arrematados na macrozona 1, que fica nas imediações do Centro. Os lotes maiores, entre 1 mil m² e 2,5 mil m² foram comprados na macrozona 3, que compreende parte das zonas Norte e Leste e é integrada por três corredores de centralidade: Assis Brasil/Sertório, Anita/Nilo e Bento/Ipiranga.
Mesmo com prazo de 10 anos para uso, empreendedores buscaram o leilão para atender necessidades pontuais. É o caso da Kopstein, usará o potencial adquirido em dois projetos que já estão em fase de aprovação, ambos para o bairro Bela Vista. O diretor da empresa Ricardo Kopstein explica que os 500 m² adquiridos serão suficientes para completar o potencial de crescimento da obra - outros índices foram comprados no mercado paralelo, já que não esperavam a realização do leilão ainda neste ano, devido a pandemia.
Nova no mercado da construção civil em Porto Alegre, a paranaense Plaenge também adquiriu 500m², que usará em empreendimento residencial de alto padrão no bairro Petrópolis. Este é o segundo projeto da empresa por aqui. Anderson Bortolini, analista de incorporação da Plaenge, conta que o projeto está com análise prioritária para licenciamento - medida recente da prefeitura para estimular o setor da construção para a retomada econômica pós-pandemia, e que prevê início das obras em até um ano.
Também em 2021 a Dallasanta Empreendimentos e Incorporações pretende iniciar os projetos na Avenida Nilo Peçanha que receberão os 3 mil m² adquiridos em dois lotes. Diretor da empresa, Cristiano Caetano conta que a participação no leilão também foi uma oportunidade de entender como está o mercado da construção na cidade.
O valor arrecadado vai integralmente para o Fundo Especial Pró-Mobilidade (Funpromob), que substitui um fundo especial criado para a Copa de 2014 e usa o recurso para desapropriação e custeio de obras de infraestrutura. O primeiro leilão sob a gestão de Nelson Marchezan Júnior (PSDB) - o mais recente tinha sido realizado em 2016 - arrecadou quase quatro vezes abaixo do potencial, caso todos os 32 lotes ofertados fossem arrematados pelo lance mínimo.
Ainda assim, a Secretaria Municipal da Fazenda (SMF) avalia o trabalho como positivo. “Nos dá a percepção para onde a cidade vai crescer”, diz a arquiteta e urbanista Maria Alice Michelucci, coordenadora da Assessoria Especial da Aquisição de Imóveis da SMF e supervisora da Secretaria Executiva do Funpromob. Os índices ofertados e não arrematados - 22,5 mil m² - permanecem no estoque do município para oferta futura.
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