educação midiática no contexto de avanço da desinformação

 A primeira edição do ano de 2022 (em 3 de janeiro) dos podcasts Café da Manhã, da Folha de S. Paulo, e Estadão Notícias, do Estadão, trataram de educação midiática. No contexto da pandemia de Covid-19 e da eleição, avaliaram como a combinação destes cenários poderá aumentar a disseminação, pela internet, de desinformação (popularmente fake news, embora tecnicamente esses termos não sejam sinônimos).

É uma preocupação justificada. Há dois anos convivendo com a pandemia, não nos faltam exemplos de como uma informação usada de maneira errada ou maliciosa pode ser extremamente prejudicial à coletividade. Antes dela, a eleição de 2018 no Brasil e de 2016 nos Estados Unidos já haviam mostrado a cara e dado nome a essa estratégia midiática de utilizar um fato para distorcer a realidade e desinformar.

Se é verdade que a mentira vestida de fato jornalístico não nasce com Donald Trump, também é verdade que ele se vale de um momento propício para elevar o problema a um nível ainda não alcançado, cuja reversão é difícil e demorada. A desinformação, usada na história em formas como calúnia ou propaganda ou tantas outras, foi potencializada com os avanços da tecnologia nos anos recentes. O acesso facilitado a aparelhos smartphones e à rede de internet tornaram a disseminação de qualquer conteúdo algo incontrolável.

No Brasil de hoje, com o presidente Jair Bolsonaro, políticos, religiosos e empresários mentindo diariamente para uma vasta plateia cativa, crente e sem condição (ou interesse) na leitura crítica dos fatos, tratar de educação midiática é imperativo. Mas não no sentido de impor uma conclusão (isso a rede de desinformação já faz): a urgência é que as pessoas, em qualquer que seja o contexto, tenham condições de fazer a interpretação do conteúdo e concluir por si do que se trata - se é fato ou se é fake. 

Por meio do jornalismo informamos ao público e, como sociedade, nos informamos por meio de conteúdos, que podem se expressar em texto escrito, em áudio, em vídeo, em foto, em desenho, até mesmo em "memes". No entanto, é preciso saber identificar quando o conteúdo não informa e combater a desinformação que ele gera. Isso acontece na escola, em casa, no ambiente de trabalho, na própria mídia: educação midiática é uma necessidade social urgente, além de, claro, um projeto de futuro por uma sociedade melhor informada.

Bruna Fernanda.


Links

Podcast Café da Manhã

Podcast Estadão Notícias

Podcast Edu e Dai - sobre educação midiática: episódio 1, ep. 2ep. 3 e ep. 4.

 












Comentários

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